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Psicodermatoses

São doenças de pele em que se identifica a influência de fatores emocionais no desencadeamento ou agravamento dos sintomas. Ou ainda, doenças crônicas de pele que, devido às lesões dermatológicas visíveis, causam impactos psicossociais, sofrimento psíquico significativo e prejuízo nas atividades cotidianas.

Classificação:

Dermatoses psicofisiológicas: dermatite atópica, acne, psoríase, herpes

Psicopatologias primárias: transtorno de escoriação (skin picking), tricotilomania, dermatite artefacta

Dermatoses que levam a comorbidades psicossociais: vitiligo, alopecia areata

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Textos produzidos

Dermatite Atópica e Saúde Mental

 

Existe relação entre a dermatite atópica (DA) e a nossa saúde mental? 

Sim! E não é pouca coisa...

Hoje a DA é considerada uma preocupação global de saúde pública, visto ter prevalência crescente nos países em desenvolvimento. Contudo, por não se tratar de uma doença fatal, mas com curso crônico, seus impactos funcionais são geralmente negligenciados, até mesmo, por profissionais da saúde.

O impacto na qualidade de vida (QV), ou seja, no bem estar do paciente que convive com a DA é, muitas vezes, ignorado. A tendência em focar na melhora das condições de pele corrobora para que outros aspectos sejam deixados de lado como, por exemplo, os aspectos sociais e psicológicos da doença de pele.

Pensar a respeito da roupa que eu uso, a temperatura da água e duração do meu banho, sobre o processo de hidratação contínuo, vida social e familiar, prática de atividades físicas (será que vai suar demais e irritar mais a pele?), dormir (ou não, devido à coceira), vida sexual, estudos e contexto do trabalho...

Realmente, pra quem não convive com a DA pode ser difícil alcançar os impactos na qualidade de vida. Portanto, esse perfil no insta também se propõe justamente a isso: SENSIBILIZAR sobre os impactos psicossociais de doenças de pele crônicas. 

Não raro, a DA é associada a aspectos psicológicos como o estresse crônico, distúrbios do sono, depressão e, até mesmo, ideação suicida. 

Por isso, é essencial e urgente desenvolvermos um olhar INTEGRAL, tanto para o paciente que nos procura (incluo os dermatologistas, psiquiatras e colegas psis) como para amigos e/ou familiares que convivem com DA. Ou seja, buscarmos, sim, a melhora das condições da pele, mas também, ter um olhar cuidadoso para como essa pessoa está além do visível, entendem?

Carnaúba, L. A. B. & Nunes, C. P. (2019). O impacto na qualidade de vida de indivíduos com dermatite atópica. Revista de Medicina de Família e Saúde Mental.

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Afinal, o que é a psicodermatologia?

Um título? Uma especialização? Uma abordagem da psicologia?

Não! A psicodermatologia é um agregado teórico prático com um foco específico em doenças de pele nas quais é evidenciada a influência de fatores emocionais e psíquicos, ou as PSICODERMATOSES.

Exemplo de psicodermatoses: psoríase, dermatite atópica, vitiligo, alopecia areata, acne, herpes, skin picking (dermatilomania), entre outras...

Essa área do conhecimento faz a interface entre a medicina e a psicologia a fim de lançar uma compreensão integrativa sobre as doenças de pele. Ou seja, a partir da óptica da psicodermatologia, vamos entender as lesões de pele para além de uma manifestação puramente orgânica.

Logo, a psicodermatologia é uma área de estudos que serve como base de comunicação entre os profissionais (dermatologistas, psiquiatras e psicólogos). Não há hoje um curso que confira ao profissional um título de "psicodermatologista" por exemplo.

Uma lesão de pele continua, sim, sendo o campo de atuação do dermatologista. Contudo, ao ser identificado fatores emocionais que desencadeiam e agravem o quadro dermatológico, ou ainda, se perceba impactos psicossociais no paciente que convive com condições dermatológicas crônicas, é possível (e indicado) que a intervenção médica seja aliada ao acompanhamento em saúde mental. Psicólogo e psiquiatra podem vir a compor esse atendimento integral ao paciente 


Muller, M. C. (2004). Psicodermatologia: uma interface entre psicologia e dermatologia. Psicologia, Ciência e Profissão, 2004, 24 (3), p. 76-81.

Mãos com Vitiligo
Modelo masculino com flores brancas

Regulação Emocional e Doenças de Pele

Como a regulação emocional pode nos auxiliar no manejo das doenças de pele?

As emoções existem com a finalidade de nos ajudar a avaliar determinadas situações. A raiva, por exemplo, pode nos colocar em ação para modificar uma situação injusta.

As emoções, então, revelam nossas necessidades humanas e que bom que temos a capacidade de sentí-las! 

A regulação emocional vem para nos alertar sobre a importancia de lidarmos de maneira saudável com as emoções, pois, muitas vezes, temos a tendência de entorpecimento ou de intensificá-las ao grau máximo. Tanto um extremo quanto o outro traz prejuízos, sendo importante regular/achar o TOM para experienciar as emoções.

Considerando que as psicodermatoses tem como um dos fatores desencadeantes e de agravamento das lesões o ESTRESSE EMOCIONAL, podemos nos utilizar das técnicas de regulação emocional para lidar com as emoções com aceitação.

No skin picking, por exemplo, encontramos no ato de escoriacão uma forma de manejar a ansiedade crescente. Com as técnicas de regulação emocional como relaxamento corporal, mindfulness, aceitação do caráter temporário das emoções e expressão das mesmas, podemos identificar caminhos alternativos ao estresse emocional direcionado para o nosso corpo. Faz sentido?

Leahy, R. L., Tirch, D. & Napolitano, L. A. (2013). Regulação Emocional em Psicoterapia: um guia para o terapeuta cognitivo-comportamental. Porto Alegre: Artmed.

© 2023 por Jéssica Schimitt

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